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Moratória da soja pode ser desnecessária depois de 2011, diz Lovatelli
13/07/2010 - Sociedade Sustentável
A área plantada com soja nos Estados do Mato Grosso, Pará e de Rondônia corresponde a 0,25% de toda a área desmatada nessa região. Dados do Grupo de Trabalho Moratória da Soja 2009-2010, composto por representantes da indústria processadora, de exportadores e de organizações da sociedade civil, indicam o plantio do grão em 6.300 hectares dos 302.149 hectares monitorados. A moratória da soja é um compromisso firmado em julho de 2006 entre as empresas que comercializam o grão e representantes da sociedade civil, e prevê que nenhuma soja plantada em área desmatada, após a data da assinatura do acordo, seja comercializada. No monitoramento feito na safra de 2007-2008, a área avaliada foi de 49.809 hectares, com a conclusão de que não houve plantio de soja. No segundo monitoramento, na safra de 2008-2009, a superfície verificada passou para 157.896 hectares, com cultivo do grão em 1.384 hectares. Segundo o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Carlo Lovatelli, o registro de aumento de áreas plantadas e monitoradas se deve à aplicação de uma nova ferramenta do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), desenvolvida especificamente para detectar a existência de culturas agrícolas em áreas florestadas. “Com essa ferramenta nós fomos mais detalhistas, cobrimos áreas menores que antes não cobríamos, de 25 hectares em vez de 100 hectares. Mas comparado com o total desmatado, esse 0,25% é irrisório para a soja. A comparação melhor vai ser com a próxima safra, porque o critério será homogêneo, porque temos uma ferramenta que cobre a extensão toda dos Estados produtores”, explicou Lovatelli. De acordo com o dirigente, o produtor que não aderir ao projeto terá dificuldades para vender seu produto, já que as entidades que participam da moratória são cerca de 90% do mercado comprador. “Não interprete isso como ameaça, mas nós estamos querendo fazer um processo de governança para ajudar o governo a implementar algumas coisas que estão faltando. A moratória não veio para ficar permanentemente. Nosso desejo é o de que acabe no próximo ano, porque isso seria ter atingido os objetivos”, afirmou. |
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