05 de fevereiro de 2012   |     |   verão   |   lua crescente
Inpe: desmatamento da Amazônia foi de 243 km² em junho
11/08/2010 - Ecoagência
 
De acordo com o Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), 243,74 km² da floresta amazônica sofreram corte raso ou degradação progressiva em junho.

A quantia desmatada é 58% menor do que a registrada no mesmo mês do ano passado.  Desta vez, o Estado campeão do desmatamento foi o Pará, com 160,63 km² de desflorestamento, seguido por Mato Grosso (36,5 km²) e Amazonas (24,36 km²).  De acordo com o Deter, a cobertura de nuvens mapeada no período foi de 28% para toda Amazônia Legal.

Faltando um mês para fechar o calendário oficial do desmatamento (agosto de um ano a julho de outro), os números do Deter confirmam a tendência de queda que vem sem apontada pelo governo há alguns meses.  No acumulado de agosto de 2009 a junho de 2010, a área desmatada foi de 1.808 km².  A soma é 49% menor que a registrada no período anterior (agosto de 2008 a junho de 2009), quando o Inpe verificou 3.536 km² a menos de floresta na região.

Perfil da devastação

De acordo com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, houve uma mudança na característica da destruição do bioma.  Ao contrário do que ocorria no passado, os desmates registrados nos últimos balanços têm se concentrado em pequenas áreas.  Nesse período, todos os estados da Amazônia Legal registraram queda no desmatamento, com exceção do Amazonas, que teve alta de 13%.

“Quando começamos o monitoramento, nosso foco eram as grandes propriedades, acima de mil hectares.  Nessas propriedades houve queda do desmatamento nos últimos dez anos.  Agora o foco são as pequenas e médias propriedades, que vão puxando pouco a pouco (suas áreas produtivas).  Mudou nosso desafio de fiscalização”, explicou a ministra.

Segundo o diretor do Inpe, Gilberto Câmara, há oito anos 21% dos desmatamentos eram identificados em áreas menores de 25 hectares.  Já no ano passado, o percentual de desmatamento concentrado em áreas deste tamanho subiu para 66%.  “Há na Amazônia um processo de consolidação do processo de desmatamento.  As pessoas já estão lá e estão expandindo suas áreas”, apontou.

Veja os dados de junho deste ano.