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Operação Boi Pirata III resulta em retirada de gado de áreas embargadas no MT
02/08/2010 - Ibama

O Ibama iniciou na semana passada a Operação Boi Pirata III, no município de Marcelândia/MT, um dos campeões de desmatamento na Amazônia, notificando o proprietário da Fazenda Bom Retiro para a retirada de cerca de 300 cabeças de gado criadas em mais de 1 mil hectares desmatado ilegalmente, onde as atividades econômicas já haviam sido embargadas pelo órgão em 2008.

Antes de vencer o prazo de dez dias, o gado foi integralmente retirado do local.  Nas operações Boi Pirata I e II, realizadas no Pará, os proprietários não atenderam à notificação do Ibama e tiveram os bois apreendidos.

“Diferente das Operações Boi Pirata I e II , realizadas no Pará, este infrator resolveu retirar os bovinos da área embargada e procurar a regularização ambiental da fazenda Bom Retiro, como meio de evitar a apreensão do gado, que seria posteriormente doados pelo órgão ambiental”, afirmou o chefe da fiscalização no Mato Grosso, Rodrigo Dutra.

O trabalho de manutenção dos embargos impostos pelo Ibama nas áreas desmatadas ilegalmente, nos moldes das Operações Boi Pirata, é uma das estratégias aplicadas pelo instituto no combate à destruição da floresta amazônica que está ajudando o Brasil a atingir antecipadamente as metas de redução de desmatamento constantes do Plano Nacional de Mudanças Climáticas.

O Ibama adverte que manter atividades agropecuárias em áreas embargadas pode levar à apreensão de animais, equipamentos e produtos agrícolas oriundos do exercício de atividades em áreas embargadas, além da aplicação de multas e comunicação de crime ao Ministério Público Federal.

“Não vale a pena realizar desmatamento ilegal e impedir a regeneração de área embargada para desenvolver a pecuária extensiva ou outras atividades econômicas irregulares”, reforçou o coordenador-geral de Fiscalização, Bruno Barbosa.  Para ele, a atitude do proprietário da fazenda matogrossense demonstra que o ambiente dissuasório criado pelas operações de fiscalização do Ibama tem desestimulado potenciais infratores a persistirem na ilegalidade.